domingo, 9 de julho de 2017

Para aprender idiomas menos tradicionais no Brasil russo, coreano entre outros idiomas ganham espaço em empresas

Títulos especializados facilitam o preparo de estudantes e profissionais que buscam este diferencial

Da Assessoria


Houve tempo em que falar inglês significava ter uma grande vantagem competitiva no mercado. Ainda é assim, mas, agora, um terceiro, quarto idioma pode ser critério de desempate em processos seletivos e diferencial para suporte de carreira. Não por uma questão quantitativa, mas porque o cenário é outro. Estudantes e profissionais sabem que, cada vez mais, o Brasil abre portas comerciais com o mundo e que muitas empresas estrangeiras que não tem o inglês como língua mãe estão instaladas aqui. Além disso, muitas empresas nacionais procuram candidatos poliglotas para realizar viagens para outros países. Isso leva à procura de materiais de idiomas como russo, coreano, árabe e alemão, de olho em melhores oportunidades.

E se o leque de opções aumentou, a forma de aprender também mudou. Como poucas escolas oferecem cursos de idiomas não tão populares quanto o inglês, materiais didáticos especializados são boas saídas para um público leitor autodidata, que precisa de conhecimento rápido, acessível e, principalmente, de qualidade. A Disal Editora (www.disaleditora.com.br), líder no mercado de idiomas, tem um catálogo com os melhores autores e títulos para prática e fluência em línguas que podem não ser muito comuns na rotina, mas que compõem a cesta do que as maiores empresas precisam na atualidade. 

De acordo com pesquisa do Grupo Catho, referência em recrutamento e RH, a lista dos idiomas mais exigidos por multinacionais, além do inglês e do espanhol, é composta por francês, japonês, alemão, italiano e chinês. Além de cobrir todas estas áreas, a Disal Editora também tem guias gramaticais, de conversação e dicionários em línguas como russo, coreano e árabe. Essa variedade é importante porque o aprendizado de um novo idioma não está ligado somente a uma empresa ou cargo específico, mas carreiras inteiras. Por exemplo, para quem pretende seguir moda, falar italiano dará acesso às melhores fontes de referência. Interessados em gastronomia precisam do francês. Para engenharia mecânica e de automação, fluência em alemão faz todo sentido. 

Na série de guias de conversação “Fale Tudo” (em italiano, francês, espanhol, alemão, russo, coreano), por exemplo, o estudante tem apoio completo para se comunicar no dia a dia, em viagens, reuniões de negócios, eventos sociais, entrevistas e muitas outras situações. São livros robustos, entre 248 e 344 páginas, que custam de R$ 77,50 a R$ 82,00, dependendo do idioma escolhido. A certeza de encontrar um conteúdo útil e cuidadosamente pensado para os dias atuais em um catálogo que vai além do básico, disponibilizando, também, títulos para quem quer aprofundar conhecimentos como vocabulários de bolso (3500 palavras em...) e obras voltadas para áreas específicas, como inglês para concursos, advogados, comércio exterior, finanças e informática.

Sobre a Disal Editora
Fundada em 2003 por José Bantim Duarte, Francisco Canato e Renato Guazzelli, profissionais com longa experiência na área editorial, a Disal Editora já superou a marca de 350 títulos publicados. A preocupação com a qualidade física e de conteúdo dos seus produtos é o princípio básico de orientação das atividades. A linha editorial se concentra nos livros de idiomas e de interesse geral. No final de 2008 a Disal Editora firmou acordo com a Helbling que resultou na publicação de 110 títulos paradidáticos (readers) até o momento. Mais informações em www.disaleditora.com.br

domingo, 23 de fevereiro de 2014

As letras mais usadas no alfabeto inglês


A letra mais usada em inglês é  a "E".  

A figura acima é uma "saudação gráfica" às 26 letras do alfabeto inglês e ao mundo infinito de ieéias que elas representam. O tamanho de cada letra simboliza a freuência de seu uso na língua inglesa. A ilustração é cópia do original de Francis Brennan. 

Segundo a criação de Brennan, a letra mais usada em, inglês é a "E". Daí é só acompanhar e compara os tamanhos. Achei isso tudo muito interessante.

Fiz uma experiência similar com o alfabeto português, cheguei a uma conclusão mas perdi o papel. Assim que o achar, prometo que postarei o bendito trabalho (contei as letras de uma página inteira da Folha de São Paulo).

Nota: esta postagem é de março de 2006 no meu antigo Blog de Babel. A postagem original recebeu três comentários. A arte (imagem) pertence a um cartão postal que me foi enviado pela revista Newsweek agradecendo uma participação minha no espaço dos leitores. Nos comentários, Roberta escreveu: "poxa, e eu que entrei neste post para saber quais as letras mais usadas do português...". Alguém chamado Geremail respondeu sugerindo um filme: "Então vejam o filme "O Escafandro e a Borboleta" que fala desse assunto"(leia esta resenha). Um terceiro visitante, identificado como Tudeschini, citando a wikipedia, publicou a seguinte lista com a frequencia de uso das letras do alfabeto português: 


Letra Frequência

A 14,63%
E 12,57%
O 10,73%
S 7.81%
R 6.53%
I 6,18%
N 5,05%
D 4,99%
M 4,74%
U 4,63%
T 4.34%
C 3,88%
L 2,78%
P 2,52%
V 1,67%
G 1,30%
H 1,28%
Q 1,20%
B 1,04%
F 1,02%
Z 0,47%
J 0,40%
X 0,21%
K 0,02%
W 0,01%
Y 0,01%
    

A maioria dos alfabetos são filhos do fenício



Da direita para a esquerda, você está vendo aqui o alfabeto aramaico. Esta versão do alfabeto está fresquinha e tem pouca quilometragem percorrida desde o "fenício" - o alfabeto original criado na terra que os gregos chamaram de "Fenícia" e que hoje é - ou melhor, que sempre foi o Líbano.
Minha tese, e uma que não faço muita questão de brigar para defender, é que as 22 letrinhas acima são a base da maioria dos alfabetos que hoje utilizamos na Terra com a exceção do Chinês (Ideográfico e pictográfico) e por consequência do Japonês (misto ideográfico, pictográfico, silábico) e Coreano entre os alfabetos modernos a partir do Aramaico - quer dizer destaco o papel do aramaico como divulgador, meio de divulgação da invenção fenícia. O Link acima vai fundo na questão acrescentando aí o ugarítico.
Estão fora do alcance desta minha afirmação os hiéroglifos egípcios e as escritas cuneiforme mesopotâmicas, discutidas no link acima,bem como o maia etc.

Excetuando os que não são, o que resta dos sistemas de escrita da humanidade, são parentes. Entre os parentes estão o alfabeto grego, o latino, o hebraico, o arábico (digo arábico e não árabe por que o alfabeto arábico é utilizado pelo Árabe mas também pela família túrquica: tadjique, uzbesco (hoje escrito em cirílico), cazaco (já foi escrito com os alfabetos arábico, latino e agora é grafado em cirílico) , Uigur ou ainda o Persa ou Farsi do Irã ou o Dari e o Pushto ou Pashto do Afeganistão).

Visualizo um contrabando muito interessante que ocorreu do Oriente Médio (prá gente) na direção do Extremo Oriente (também para nós). São derivados do Aramaico o alfabetoBrahmi que deu origem a todos os alfabetos da Índia tanto nos escritos "devanagari" como nas formas adpatadas ao Tâmil,Malaiala e outras linguas do Sul da India. Através do Brahmi vieram a existir o tailandês, birmanês e outros. 

Antes de tudo é bom dizer que na casa dos alfabetos, moram alfabetos, silabários e abujads. Alfabetos são aqueles como o que usamos no português - um latino adaptado, com as letras individuais que formam silabas, juntando vogais e consoantes. Todo esse processo que a gente aprendeu na escola. Os silabários são letras individuais que tem o som de consoante e uma vogal juntos. Exemplo o japonês: ka, ki, ku, ke, ko, ma, mi, mu, me, mo e assim vai, totalizando menos de 51 letras. Todos os alfabetos indianos, e os outros que se espalharam até o Sudeste Asiático são silábicos. Já os abujads ou abjads são os alfabetos dominados pelas consoantes como o árabe e o hebraico que não possuem vogais. As palavras são escritas formadas a partir de raízes consonantais e cujos sons vocálicos ou são representados por sinais diacríticos - quer dizer acentos ou, na sua falta, pela cultura e preparo do leitor. KTB após receber os sinais diacríticos seria lido como Ktab que significa livro. 

Na Rota da Seda, um antigo caminho que possibilitou os contatos entre Leste e Oeste, Ásia e Europa e que Marco Polo percorreu, se encontram inúmeros museos, monumentos, templos que provam este grande movimento humano causado pelo alfabeto ou seja, pelas pessoas envolvidas na tarefa de adaptar e criar alfabetos. 

Na postagem anterior, mostrei o alfabeto mongol que foi adaptado do antigo alfabeto Uigur (que hoje usa o alfabeto arábico) por monges tibetanos que por sua vez liam o Tibetano adaptado do Sânscrito, que foi adaptado do Brahmi, que fora inspirado no Aramaico que veio do alfabeto fenício via proto-hebraico.

Alfabetos não são coisas naturais. São culturais. São uma tecnologia que deve ser aprendida. Estão ligados à estrutura do poder quer religioso ou governamental. Alguns casos são ilustrativos. O alfabeto arábico foi adotado por línguas de países de religião majoritária islâmica. O latino por cristãos. O alfabeto usado para escrever o russo, foi criado por dois monges um deles conhecido hoje como São Cirilo. É o alfabeto ligado à Igreja Católica Ortodoxa Russa. Mas durante a Ditadura do Proletariado Comunista, o alfabeto cirílico passou a ser o alfabeto da religião do proletariado soviético e todas as línguas da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) deveriam ser escritas com o alfabeto majoritário. Por isso o Uigur já foi escrito com alfabeto latino, cirílico e arábico.  É algo semelhante aconteceu o mongol.

A situação não está resolvida. A Turquia que é muçulmana adota o alfabeto latino. Por isso, especulo, os inventores do Brahmi não ficaram fiéis à receita fenícia do alfabeto vocálico-consonantal mas preferiu o silabário. É uma coisa fantástica.

Texto publicado em 2006 no Blog de Babel, meu primeiro blog sobre línguas

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Guerra de placas: afinal que dinheiro é esse?

A Prefeitura de Foz do Iguaçu transformou a cidade em um grande "canteiro de obras". Pode-se dizer, sem medo de errar que o prefeito Paulo Mac Donald Ghisi é o prefeito que mais construiu, que mais realizou obras. É digno de nota o número de casas, apartamentos, conjuntos residenciais, creches além de asfalto em todas as regiões da cidade. O que falta na lista dos projetos de construção da Prefeitura atual são projetos de construção de parcerias, por exemplo, com o Governo do Estado do Paraná. Isso resultou num "discurso" adotado no governo municipal que apresenta o estado como sendo aquele que não contribui com nada.       
As duas fotos,aqui, tratam da mesma obra e pelo que se pode ver nas placas, trata-se também do mesmo dinheiro. O valor é R$ 1.965,286,02. Na primeira placa, onde se lê, "Mais uma obra da Prefeitura de Foz", pode-se ler: "verba de financiamento junto ao Banco Mundial". Na segunda foto, temos uma placa maior e outra menor. Na placa maior se lê: "Mais uma obra do Governo do Estado" e ao lado credita-se a obra ao programa "Paranacidade". Na placa menor, em baixo da maior, competindo pela atenção, se lê que a obra é executada com financiamento da prefeitura. Creio que não é provocador, afrmar que seria muito se a gente, consguisse por isso em panos limpos. O tal do pingos nos i's, Por exemplo, os R$ 1.965,286,02 são recursos próprios da Prefeitura de Foz? O que quer dizer com financiamento da Prefeitura? O dinheiro é um financimanto do Banco Mundial do Banco Mundial ou é um investimento do Banco Mundial no Paranacidades que então repassa aos municípios. Entendermos exatamente quem é quem nesse dinheiro, seria bom para a cidadania que em suas tratativas particulares não pode se comprtar dessa maneira. E, caso se descubra que o fazer política é assim mesmo, o cidadão pode então ver o que ele ou ela pode fazer para mudar esse modus operandi - ou "esqueminha administrativo" que gera confusão.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Medidores Inteligentes: questões de saúde e privacidade

Até o fim de 2012, moradores de 18 estados brasileiros receberão um novo tipo de relógio de luz. Com esses medidores, quem gastar mais energia no horário de pico vai pagar mais. Em compensação, quem planejar o consumo, deve economizar na conta. Este é um pedaço da notícia de 2012 que foi ao ar no Jornal Hoje. A notícia trata dos chamados medidores inteligentes conhecidos em inglês por smart meters. Para ter uma visão histórica confira a mesma notícia lançada ao ar em 2011  Mas só para conrtibuir à discussão e para que não somente aceitemos passivamente o anúnico de novas mudanças e novas tecnologias, coloco vários links para grupos e movimentos cotrários ao uso dos smart meters. Claro que ainda são sites estrangeiros visto que no Brasil a discussão é nova - novíssima. Um deles com muitos links para outros é o Recuse Contadores Inteligentes. Outro site que é uma verdadeira ferramenta para começar a investigar sobre o assunto é Stop Smart Meters . Entre os motivos para não aceitar silenciosamente o medidor ou cintador inteligente é que ele representa um "olho" fiscalizador de suas atvidades em casa. Outro motivo é o aumento da emissão de radiação dentro de casa. A discussão inclui ainda asa desconfianças do mundo wi-fi e seus perigos para saúde. Há quem diga e citarei a fonte em breve que diz o wi-fi será no século o mesmo que o cigarro foi no século XX - um risco para a saúde. Pesquise.  Me chamou a atenção o vídeo no qual um ativista sugere que você não aceite a instalação do Smart Meter e outro onde aparece o presidente Barack Obama anunciando pessoalmente a "nova tecnologia".   Segundo a nota em questão do Jornal Hoje os Estados na lista para receber os contadores intelientes são: São Paulo, Paraná, Tocantins, Pará, Santa Catarina, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Sergipe, Espírito Santo, Paraíba, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Rio Grande do Norte. O aparelho da nota do JH estaria sendo fabricado em Curitiba.  A reportagem conclui dizendo que "com o novo aparelho, as companhias de energia não devem mais enviar um funcionário todo mês para fazer a leitura do relógio de luz, em cada casa. O novo medidor vai enviar direto para a empresa - pela rede elétrica - não só informações sobre o consumo, mas também sobre oscilações e falta de luz". 









sexta-feira, 23 de março de 2012

Você sabia que o papel para jornais e revista é subsidiado

O papel destinado à produção de livros, revistas e publicações periódicas são dispensados de pagamento de impostos. São imunes como mostra a ilustração acima que eu retirei de uma bobina de papel já engatada para a produçãode jornal. A imunidade é garantida para papel que será usado para publicações de interesse público quer seja informativo ou cultural. Publicação puramente comercial não tem a imunidade. Mas isso não deixa fora os "encartes" que são publicações comerciais, publicitárias encartadas no meio do jornal. "A não tributação ou imunidade do papel constitui a essência da liberdade de imprensa", opina o advogado Edson de Carvalho. Caso o papel de imprensa não tivesse tal imunidade, o governante ou grupo de interesse poderia desestimular a publicação pelo simples aumento de impostos. Voltaremos ao assunto mas deixo aqui o link para material sobre o assunto de autoria do advogado citado acima.





quarta-feira, 21 de março de 2012

O jornal mural de Ishinomaki, Japão e o Tsunami

O pequeno jornal diário Ishinomaki Hibi Shimbun (石巻日日新聞 ) da cidade de Ishinomaki, Japão, se transformou em notícia, e seus sete repórteres em heróis. Foi logo após o terremoto seguido por um tsunami em março de 2011. No dia do terremoto, a tão enaltecida alta tecnologia japonesa não funcionou. Sem luz, computadores, ou acesso à internet e sites importantes que servem como ferramentas importantes e fonte de informação em momentos, os jornalistas – muitos deles sem casa para voltar nem contato com a família – apelaram para o papel e a caneta e consequentemente para o antigo "mural". Os murais foram espalhados por centros de desabrigados. Uma dessas páginas, com o título “O fogo se espalha”, continua na porta da redação, como uma lembrança do pior dia na vida do jornal, da sua equipe e da cidade que perdeu cerca de seis mil habitantes e têm outros tantos desaparecidos.
A revista Época publicou este material sobre a resconstrução da cidade e destaca o caso do jornal de Ishinomaki. A edição em inglês do jornal Asahi Shimbun também trouxe uma boa reportagem sobre Ishinomaki, o jornal e desta vez também sobre o repórter Hiroyuki Yokoi, que particiou desta saga. E já no outro lado do mundo, desta vez em Washington (DC), o Muesu da Notícia (News Musem - Newsseum) adquiriu sete exmplares do jornal escrito a mão de Ishinomaki que agora está exposto. Carie Christophersen da Curadoria do Museu disse na apresentação da coleção: "sem o benefício de nenhuma das conveniências do século 21 ou dos avanços tecnológicos e em face de dificuldades pessoais significantes, esses jornalistas estavam exemplarmente comprometidos com a provisão de informação critica e eles usaram caneta e papel para fazê-lo". O jornal manuscrito será exposto na Expo Time Warner World News Gallery no dia 2 de maio (2012). Exemplares do jornal manuscrito também estão expostos no Museu do Jornal em Yokohama, no Japão. (Na foto acima, o diretor do jornal, Koichi Omi)